<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Doenças em Canários &#8211; Canários Belga &#8211; Criação, Reprodução, Alimentação, Doenças, Dicas</title>
	<atom:link href="https://www.canariosbelga.com.br/tag/doencas-em-canarios/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.canariosbelga.com.br</link>
	<description>Tudo Sobre Canários Belga</description>
	<lastBuildDate>Mon, 13 Aug 2018 23:27:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.1.1</generator>
	<item>
		<title>Cisto de Penas em Canários</title>
		<link>https://www.canariosbelga.com.br/cisto-de-penas-em-canarios/</link>
					<comments>https://www.canariosbelga.com.br/cisto-de-penas-em-canarios/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mundo dos canarios]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Aug 2018 15:08:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças em Canários]]></category>
		<category><![CDATA[bola na asa do canário]]></category>
		<category><![CDATA[canário belga]]></category>
		<category><![CDATA[canario com pena encravada o que fazer]]></category>
		<category><![CDATA[caroço na asa]]></category>
		<category><![CDATA[caroço na asa do canário belga]]></category>
		<category><![CDATA[caroço no canário]]></category>
		<category><![CDATA[cisto de pena como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[cisto de pena tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cisto de penas]]></category>
		<category><![CDATA[cistos cutâneos]]></category>
		<category><![CDATA[folículo]]></category>
		<category><![CDATA[mundo dos canários]]></category>
		<category><![CDATA[tumor em canário belga]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.canariosbelga.com.br/?p=5581</guid>

					<description><![CDATA[<p>Cisto de Penas em Canários. O presente artigo relata a ocorrência de “Cisto Epidermoide” (“Cisto de Penas” ou “Bola”), em canários das raças “Norwich” e “Gloster”, de caráter hereditário ou induzido por traumas, encontrando um fechamento do folículo e a presença de um conteúdo queratináceo. O tratamento mais eficaz é [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br/cisto-de-penas-em-canarios/">Cisto de Penas em Canários</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br">Canários Belga - Criação, Reprodução, Alimentação, Doenças, Dicas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Cisto de Penas em Canários. O presente artigo relata a ocorrência de “Cisto Epidermoide” (“Cisto de Penas” ou “Bola”), em canários das raças “Norwich” e “Gloster”, de caráter hereditário ou induzido por traumas, encontrando um fechamento do folículo e a presença de um conteúdo queratináceo. O tratamento mais eficaz é através da remoção cirúrgica, por um especialista capacitado na área (médico veterinário), para não haver a possibilidade de hemorragias em vasos sanguíneos ao redor do cisto.</p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="size-medium wp-image-5583 alignright" src="http://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/08/cisto-de-pena-em-canários-300x225.jpg" alt="cisto de pena em canários" width="300" height="225" srcset="https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/08/cisto-de-pena-em-canários-300x225.jpg 300w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/08/cisto-de-pena-em-canários-195x146.jpg 195w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/08/cisto-de-pena-em-canários-50x38.jpg 50w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/08/cisto-de-pena-em-canários-100x75.jpg 100w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/08/cisto-de-pena-em-canários.jpg 640w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Há também relatos de casos para o tratamento de cistos de penas com 0 uso de medicamentos na água de beber (bebedouros) e na farinhada. Um fator importante é a retirada dessas aves da reprodução.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>INTRODUÇÃO &#8211; CISTO DE PENAS EM CANÁRIOS</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O que é &#8220;Cisto de Penas&#8221; ou &#8220;Bola&#8221;? </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Uma massa firma encontrada geralmente no topo da asa, que consiste em uma pena encravada que continuou crescendo, enrolou-se e formou uma bola sob a pele. O folículo se apresenta muito distendido e inflamado sobre o cisto.</em></p>
<p style="text-align: justify;">O cisto de penas ou &#8220;caroço hereditário&#8221; em canários pode ser hereditário ou induzido por traumatismos no desenvolvimento anormal do folículo e da haste da pena se curvando para dentro da epiderme.</p>
<p style="text-align: justify;">O cisto epidermoide também é denominado como cisto de inclusão epidérmico ou cisto infundibular. Os cistos surgem no infundíbulo do folículo piloso e são envoltos por epitélio estratificado escamoso, com uma camada de células granulares, como na porção superior do folículo normal. Levando a um quadro de foliculite, provocando um processo de dermatite ulcerativa. Devido à má formação da plumagem, o aparecimento de cistos de penas são decorrentes a traumas, má nutrição, processos virais, bacterianos ou infecções parasitários.</p>
<p style="text-align: justify;">Macroscopicamente observa-se uma <span style="line-height: 1.5;">massa firme, amarela e de formato </span><span style="line-height: 1.5;">globular. </span><span style="line-height: 1.5;">Histologicamente caracteriza-se pela </span><span style="line-height: 1.5;">presença de lâminas de queratina </span><span style="line-height: 1.5;">dispostas em camadas circulares. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="line-height: 1.5;">DESENVOLVIMENTO &#8211; CISTO DE PENAS EM CANÁRIOS</span></strong></p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="size-medium wp-image-5584 alignright" src="http://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/08/cisto-de-pena-em-canário-belga-300x240.jpg" alt="cisto de pena em canário belga" width="300" height="240" srcset="https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/08/cisto-de-pena-em-canário-belga-300x240.jpg 300w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/08/cisto-de-pena-em-canário-belga-183x146.jpg 183w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/08/cisto-de-pena-em-canário-belga-50x40.jpg 50w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/08/cisto-de-pena-em-canário-belga-94x75.jpg 94w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/08/cisto-de-pena-em-canário-belga.jpg 578w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="line-height: 1.5;">Os cistos cutâneos são caracterizados </span><span style="line-height: 1.5;">por um espaço epitelial circundado por </span><span style="line-height: 1.5;">conteúdo queratináceo, de forma </span><span style="line-height: 1.5;">isolada (único), ou de forma múltipla, </span><span style="line-height: 1.5;">sendo observados mais nas asas, no </span><span style="line-height: 1.5;">dorso ou no peito das aves. </span><span style="line-height: 1.5;">A textura do material dentro do cisto </span><span style="line-height: 1.5;">irá variar de acordo com o estado </span><span style="line-height: 1.5;">evolutivo. Cisto maduro possui um </span><span style="line-height: 1.5;">material queratinoso seco, sendo um </span><span style="line-height: 1.5;">cisto maior, mais duro e menos </span><span style="line-height: 1.5;">vascularizado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="line-height: 1.5;">Dentre as aves mais suscetíveis a esta </span><span style="line-height: 1.5;">anomalia estão os canários das raças </span><span style="line-height: 1.5;">&#8220;Norwich&#8221; </span><span style="line-height: 1.5;">e &#8220;Gloster&#8221; </span><span style="line-height: 1.5;">e seus </span><span style="line-height: 1.5;">descendentes. Outras aves como </span><span style="line-height: 1.5;">Periquitos Australianos e Araras também </span><span style="line-height: 1.5;">são suscetíveis a este tipo de </span><span style="line-height: 1.5;">anormalidade, </span><span style="line-height: 1.5;">sendo raramente </span><span style="line-height: 1.5;">encontrada em Papagaios. Estas raças </span><span style="line-height: 1.5;">são geneticamente selecionadas a </span><span style="line-height: 1.5;">produzirem uma plumagem extra e </span><span style="line-height: 1.5;">acabam sendo predispostas a esta </span><span style="line-height: 1.5;">síndrome. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="line-height: 1.5;">TRATAMENTO &#8211; CISTO DE PENAS EM CANÁRIOS</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na remoção cirúrgica dos cistos muito cuidado com os outros folículos ou vasos sanguíneos próximos a região.</p>
<p style="text-align: justify;">No pós-operatório, as asas devem ser imobilizadas para prevenir movimentos, até que ocorra a cicatrização completa.</p>
<p style="text-align: justify;">Os folículos próximos devem ser lavados com solução salina morna, várias vezes ao dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste procedimento podem ocorrer hemorragias devido a incisão erroneamente, por isso, deve ser realizada por profissionais capacitados (médicos veterinários especializados), podendo ser controladas através de ligaduras com fio não absorvível 6-0 ou através de sutura simples continua da pele com fio não absorvível.</p>
<p style="text-align: justify;">O melhor método incisivo é o uso do bisturi eletrônico para cortar e realizar a hemostasia ao mesmo tempo. Bandagens elásticas são utilizadas para o controle de pequenos sangramentos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #339966;"><strong>PREVENÇÃO &#8211; CISTO DE PENAS EM CANÁRIOS</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para evitar que o pássaro adquire uma enfermidade como descrita neste artigo, devemos prevenir com uma alimentação adequada para cada tipo de espécie de ave e o uso de <a href="https://www.mundodoscanarios.com.br/saude-e-tratamento/vitaminas-e-suplementos.html" target="_blank">vitaminas</a>, <a href="https://www.mundodoscanarios.com.br/saude-e-tratamento/vitaminas-e-suplementos/avitrin-aminoacidos-para-passaros.html?___SID=U" target="_blank">aminoácidos</a> e <a href="https://www.mundodoscanarios.com.br/saude-e-tratamento/vitaminas-e-suplementos/cantolindo-minerais-para-passaros.html" target="_blank">minerais</a> na época de entrar na fase da muda. Como preventivo nas deficiências de vitaminas e minerais (Ca e D), podemos citar o <a href="https://www.mundodoscanarios.com.br/saude-e-tratamento/vitaminas-e-suplementos/cantolindo-minerais-para-passaros.html" target="_blank">Cantolindo Minerais</a> no bebedouro e o <a href="https://www.mundodoscanarios.com.br/saude-e-tratamento/vitaminas-e-suplementos/cantolindo-omega-3-e-6.html?___SID=U" target="_blank">Cantolindo Ômega 3 e 6</a> na farinhada ou mistura de ração, esse tratamento  deve ser administrado antes da fase da muda. Já no período da muda devemos administrar as <a href="https://www.mundodoscanarios.com.br/saude-e-tratamento/dicas-de-uso/muda-de-penas.html" target="_blank">vitaminas específicas para muda de penas, confira aqui as dicas</a>. Não se deve esquecer de trocar a água medicada todos os dias, e sempre higienizar as gaiolas, comedouros e bebedouros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo publicado na revista da União dos Criadores de Pássaros de Piracicaba</strong><br />
<strong>Robson de Lima Carvalho &#8211; Médico Veterinário CRMV/RJ: 8541 </strong></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br/cisto-de-penas-em-canarios/">Cisto de Penas em Canários</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br">Canários Belga - Criação, Reprodução, Alimentação, Doenças, Dicas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.canariosbelga.com.br/cisto-de-penas-em-canarios/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>6</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fratura Óssea em Canários</title>
		<link>https://www.canariosbelga.com.br/fratura-ossea-em-canarios/</link>
					<comments>https://www.canariosbelga.com.br/fratura-ossea-em-canarios/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mundo dos canarios]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jul 2018 02:33:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças em Canários]]></category>
		<category><![CDATA[canário belga]]></category>
		<category><![CDATA[canário com asa quebrada]]></category>
		<category><![CDATA[canário com para quebrada]]></category>
		<category><![CDATA[Canário Doente]]></category>
		<category><![CDATA[canários belga]]></category>
		<category><![CDATA[como criar canários]]></category>
		<category><![CDATA[criação de canários]]></category>
		<category><![CDATA[fratura óssea em canários]]></category>
		<category><![CDATA[Loja de Canários]]></category>
		<category><![CDATA[mundo dos canários]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.canariosbelga.com.br/?p=5543</guid>

					<description><![CDATA[<p>0 julgamento é o momento mais esperado para a maioria dos criadores, porém alguns inconvenientes podem ocorrer até essa data, sendo um deles, a fratura óssea. O canário que apresenta irregularidade óssea, como calos ou defeitos de flexura nas canelas, dedos ou asas é severamente penalizado, em caso de deformidades [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br/fratura-ossea-em-canarios/">Fratura Óssea em Canários</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br">Canários Belga - Criação, Reprodução, Alimentação, Doenças, Dicas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">0 julgamento é o momento mais esperado para a maioria dos criadores, porém alguns inconvenientes podem ocorrer até essa data, sendo um deles, a fratura óssea. O canário que apresenta irregularidade óssea, como calos ou defeitos de flexura nas canelas, dedos ou asas é severamente penalizado, em caso de deformidades visíveis o Manual pede a desclassificação do mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os canários, como todas as aves, possuem os ossos dotados de cavidades, pequenos orifícios que permitem a passagem do ar, por isto são denominados ossos pneumáticos. Estes ossos, devidos tais características associadas às córtices (área mais densa e compacta, localizada na região periférica do osso) muito finas são muito mais propensos às fraturas, e impõe uma grande dificuldade para tratamento e cura.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando ocorre a fratura óssea, inicia um processo biológico complexo que segue padrões específicos de regeneração e envolve alterações na expressão de milhares de genes, denominada cicatrização óssea.</p>
<p style="text-align: justify;">O tecido ósseo tem capacidade para reparação e regeneração em resposta a uma lesão ou tratamento cirúrgico. Ambos os processos envolvem uma complexa integração de células, fatores de crescimento e matriz extracelular. O processo de reparação consiste em restaurar a continuidade dos tecidos lesados, sem necessariamente aumentar o volume ósseo. No entanto, a regeneração é um processo que envolve a diferenciação de novas células e a formação de um novo tecido ósseo resulta em um aumento do volume total de novos tecidos esqueléticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante cada uma dessas fases os processos biológicos são regulados por moléculas de sinalização que &#8220;avisam&#8221; ao corpo que ocorreu uma fratura e esta deverá ser corrigida. Essas moléculas podem ser categorizadas em três grupos:</p>
<p style="text-align: justify;">(l)citocinas pro-inflamatórias,</p>
<p style="text-align: justify;">(2) membros da super família do fator de crescimento transformador-beta (TGF-F)</p>
<p style="text-align: justify;">(3) fatores angiogênicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Por esse processo de recuperação depender da inflamação não se deve, em hipótese alguma, utilizar medicamentos que contenham corticoides, tais como Dexametasona, Prednisona e Prednisolona, pois esses, inibiriam o processo inflamatório de modo exacerbado. A consolidação do osso é a regeneração da morfologia e da função do tecido lesado através da produção de nova matriz osteoide, ocorrendo de forma direta ou primaria (não há formação de calo mole ou calo duro) ou na forma indireta ou secundária (espontânea, há formação de calo ósseo).</p>
<p style="text-align: justify;">O uso de fixadores, hastes, pinos e placas é amplamente restrito para algumas aves devido a certas particularidades, tais como, a espessura óssea dos canários, o que pode não colaborar com o tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Os artigos científicos demonstram que em aves maiores como pombos, gaviões e psitacídeos em geral, o uso de fixadores determina a melhor opção de consolidação de fratura. Porém, os resultados podem variar devido aos diferentes tipos de fraturas, associados aos diversos comportamentos pós- cirúrgico dos pacientes. Outro fator negativo comum nestas técnicas é a anquilose (rigidez de uma articulação) devido à imobilização por longo período.</p>
<p style="text-align: justify;">Em canários há poucos estudos sobre o tratamento de fraturas, e muitas vezes o dono da ave, em busca de ajudar acaba por piorar o quadro clinico da ave, devido ao desespero e a pouca experiência no assunto. No intuito de imobilizar a fratura, é bastante comum o uso de fitas, como esparadrapos e micropore. No entanto, essa prática é altamente complexa e se torna ineficaz sem o auxilio de uma pessoa capacitada, além de não manter a imobilização ideal e ainda permitir o desenvolvimento de uma área com alto potencial de infecção, em casos de fraturas expostas.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas últimas décadas, em determinadas cirurgias do campo médico humano e veterinário, foi introduzido como ferramenta o ciano acrilato de etila, que é o principio ativo comum nas &#8220;super-colas&#8221;. E encontrada com o nome comercial de SuperBonder.</p>
<p style="text-align: justify;">Na canaricultura esta cola é eficientemente usada na correção de faturas, estancando a hemorragia no local traumatizado e permitindo a imobilização do membro para a consolidação ideal. Na ocorrência de uma fratura é dever do proprietário da ave buscar auxilio de um médico veterinário. Caso não consiga a ajuda especializada, os primeiros socorros devem ser realizados prontamente para não comprometer a vida do animal.</p>
<p style="text-align: justify;">Em casos de trauma no membro inferior, o pássaro deve ser cuidadosamente contido. Mantenha alto esmero com o membro afetado, não o desloque da posição anatômica encontrada; ato comum entre os leigos para afirmar que houve de fato uma fratura. Leve a ave ferida a uma água corrente limpa e sem pressão. Deixe que o sangue seja enxaguado. Se a hemorragia aumentar, faça leve pressão comum papel absorvente mantendo o posicionamento encontrado. Quando a hemorragia estiver contida deverá ser observado o local da fratura e o posicionamento ideal do membro, utilizando como auxilio os dígitos do pé, lembrando que a porção frontal contem três dedos e a caudal apenas um.</p>
<p style="text-align: justify;">A cola é primeiramente colocada no ponto da fratura, alinhando o eixo comum do osso. Apoie o osso alinhado até a cola secar. Passe a cola novamente sobre o ponto da fratura e o por toda extensão da canela até a base inicial dos dedos. Flexione-a ao abdômen, paralela ao outro membro, colando-a nas penas abdominais.</p>
<p style="text-align: justify;">A maneira com que a perna é posicionada no momento da imobilização permite que o canário apoie os dedos no poleiro, pois os mesmos não estão colados, assim, é iniciado um processo de fisioterapia espontânea. A consolidação da fratura estará completa em torno do 30º dia de imobilização. Nessa fase o canário estará apto a realizar novamente o movimento de extensão do membro 0 que acarreta à descolagem natural da canela com as penas do abdômen.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a fratura, por sua vez, ocorrer em membro superior, a imobilização deve ser realizada com o reposicionamento anatômico da asa com o tórax. Cola-se as penas da asa com as penas do flanco médio. O processo de recuperação é semelhante ao dos membros inferiores.</p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="size-full wp-image-5544 aligncenter" src="http://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/fratura-óssea-em-canários.jpg" alt="fratura óssea em canários" width="763" height="348" srcset="https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/fratura-óssea-em-canários.jpg 763w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/fratura-óssea-em-canários-300x137.jpg 300w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/fratura-óssea-em-canários-700x319.jpg 700w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/fratura-óssea-em-canários-260x119.jpg 260w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/fratura-óssea-em-canários-50x23.jpg 50w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/fratura-óssea-em-canários-150x68.jpg 150w" sizes="(max-width: 763px) 100vw, 763px" /></p>
<hr />
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="size-full wp-image-5545 aligncenter" src="http://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/canário-com-asa-quebrada.jpg" alt="canário com asa quebrada" width="762" height="334" srcset="https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/canário-com-asa-quebrada.jpg 762w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/canário-com-asa-quebrada-300x131.jpg 300w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/canário-com-asa-quebrada-700x307.jpg 700w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/canário-com-asa-quebrada-260x114.jpg 260w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/canário-com-asa-quebrada-50x22.jpg 50w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/canário-com-asa-quebrada-150x66.jpg 150w" sizes="(max-width: 762px) 100vw, 762px" /></p>
<hr />
<p><em><strong>Fonte:</strong></em></p>
<p><em><strong>Artigo extraído da revista da Associação Ornitológica Caxiense ed. 2015, página 50</strong></em></p>
<p><em><strong>Sergio Ricardo Nicolau Martins </strong></em><br />
<em><strong> Medico Veterinário e Juiz Aspirante OBJO </strong></em></p>
<p><em><strong>Alessandra G. Lindquist Nicolau </strong></em><br />
<em><strong>Estudante de Medicina Veterinária </strong></em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br/fratura-ossea-em-canarios/">Fratura Óssea em Canários</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br">Canários Belga - Criação, Reprodução, Alimentação, Doenças, Dicas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.canariosbelga.com.br/fratura-ossea-em-canarios/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Prevenindo Doenças em Filhotes de Canários</title>
		<link>https://www.canariosbelga.com.br/prevenindo-doencas-em-filhotes-de-canarios/</link>
					<comments>https://www.canariosbelga.com.br/prevenindo-doencas-em-filhotes-de-canarios/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mundo dos canarios]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Jul 2018 20:53:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças em Canários]]></category>
		<category><![CDATA[canários belga]]></category>
		<category><![CDATA[causas de morte de filhotes de canários]]></category>
		<category><![CDATA[comprar remédio para pássaro]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em filhotes de canários]]></category>
		<category><![CDATA[evitar morte de filhotes de canários]]></category>
		<category><![CDATA[filhotes de canário morrendo]]></category>
		<category><![CDATA[Loja de Canários]]></category>
		<category><![CDATA[mundo dos canários]]></category>
		<category><![CDATA[porque meu filhote de canário morreu]]></category>
		<category><![CDATA[prevenir morte de canários]]></category>
		<category><![CDATA[principais causas de morte dos filhotes de canários]]></category>
		<category><![CDATA[remédio para filhote de canário]]></category>
		<category><![CDATA[vitaminas para filhote de canários]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://canariosbelga.com.br/?p=5452</guid>

					<description><![CDATA[<p>Prevenindo doenças em filhotes de canários. Os criadores de canários perdem muito o ânimo, quando verificam que seus filhotes estão doentes.  Em contrapartida, os filhotes de canários sofrem muito quando a criação está doente, pois consideramos que todo o criatório necessita de atenção. A finalidade de reconhecer e prevenir as [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br/prevenindo-doencas-em-filhotes-de-canarios/">Prevenindo Doenças em Filhotes de Canários</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br">Canários Belga - Criação, Reprodução, Alimentação, Doenças, Dicas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Prevenindo doenças em filhotes de canários. Os criadores de canários perdem muito o ânimo, quando verificam que seus filhotes estão doentes.</p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="size-full wp-image-5465 alignright" src="http://canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/prevenindo-doenças-em-filhotes-de-canários.png" alt="prevenindo doenças em filhotes de canários" width="204" height="166" srcset="https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/prevenindo-doenças-em-filhotes-de-canários.png 204w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/prevenindo-doenças-em-filhotes-de-canários-179x146.png 179w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/prevenindo-doenças-em-filhotes-de-canários-50x41.png 50w, https://www.canariosbelga.com.br/wp-content/uploads/2016/07/prevenindo-doenças-em-filhotes-de-canários-92x75.png 92w" sizes="(max-width: 204px) 100vw, 204px" /></p>
<p style="text-align: justify;"> Em contrapartida, os filhotes de canários sofrem muito quando a criação está doente, pois consideramos que todo o criatório necessita de atenção. A finalidade de reconhecer e prevenir as doenças é a geração de filhotes saudáveis e com desenvolvimento pleno de seu potencial genético.</p>
<p style="text-align: justify;">Sintomas gerais das doenças dos filhotes e formas de prevenção e tratamento:</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #339966;"><strong>PREVENINDO DOENÇAS EM FILHOTES DE CANÁRIOS: </strong></span><strong>COLIBACILOSE</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agente causador:</strong> Escherichia coli (bactéria Gram negativa)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sintomas observados nos filhotes</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li style="text-align: justify;">“Pinta preta” observada na lateral direita do abdome dos filhotes, na primeira semana de vida (que significa um aumento da vesícula biliar);</li>
<li style="text-align: justify;">a morte embrionária nos primeiros dias de incubação;</li>
<li style="text-align: justify;">a morte de filhotes na primeira semana de vida;</li>
<li style="text-align: justify;">Alta mortalidade de filhotes na primeira quinzena de vida;</li>
<li style="text-align: justify;">Filhotes com crescimento retardado e morte na primeira semana de vida;</li>
<li style="text-align: justify;">Morte de filhotes mais velhos;</li>
<li style="text-align: justify;">Presença de um mancha amarela dentro do abdômen (retenção do saco da gema) observado no abdome dos filhotes no ninho;</li>
<li style="text-align: justify;">Diarreia amarela, fétida, causada por toxemia (nunca foram encontrados casos de diarreia por E.coli em aves, apenas em suínos);</li>
<li style="text-align: justify;">Diarreia por alteração metabólica por insuficiente função hepática e renal;</li>
<li style="text-align: justify;">Má digestão por retardo nas enzimas biliares;</li>
<li style="text-align: justify;">Problemas de filtração e concentração da urina.</li>
<li style="text-align: justify;">Infecções oculares com formação de massas amarelas de pus dentro dos olhos dos filhotes ainda no ninho.</li>
<li style="text-align: justify;">Excesso de uratos na urina (poliuria), urina leitosa;</li>
<li style="text-align: justify;">Dificuldade respiratória; cansaço; alta mortalidade de filhotes; febre;</li>
<li style="text-align: justify;">Falta de apetite; ausência de sede, mesmo com febre;</li>
<li style="text-align: justify;">Cansaço crônico (Doença Crônica Respiratória: Mycoplasma associado a colibacilose); artrites agudas com inflamação e dores articulares.</li>
</ul>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #339966;"><strong>PREVENINDO DOENÇAS EM FILHOTES DE CANÁRIOS: </strong></span><strong>MYCOPLASMOSE</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinônimos:</strong> Doença Crônica Respiratória (DRC); “Doença do Peito Seco”.<br />
<strong>Agente causador:</strong> Mycoplasma gallisepticum, Mycoplasma synovei</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sintomas:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li style="text-align: justify;">Doença Crônica Respiratória (DRC): O Mycoplasma é o agente primário da Doença Crônica Respiratória (DCR). Os sintomas agudos ocorrem a partir da contaminação secundária de bactérias, por exemplo, Escherichia coli. Os sintomas clássicos iniciais são um quadro respiratório crônico, havendo crises agudas quando há queda de resistência e contaminação secundária. Os sintomas respiratórios são progressivos: as aves apresentam ruídos respiratórios de inspiração e expiração; movimentos respiratórios associados ao movimento da cauda em pêndulo; obstrução de narinas; coriza purulenta e escoriante; alteração da forma e aumento do diâmetro das narinas, muitas vezes de forma irreversível; sinusites crônicas, com destruição dos seios nasais.</li>
<li style="text-align: justify;">Artrites crônicas de difícil tratamento; dificuldade de locomoção; articulações inchadas; queda de imunidade crônica do plantel; aparecimento de várias doenças repetitivas; difícil de tratamento; sintomas inespecíficos de uma única patologia;</li>
<li style="text-align: justify;">Surtos freqüentes de patologias oportunistas, como exemplo a Candidiase (sapinho ).</li>
<li style="text-align: justify;">Mortalidade de filhotes no final da incubação (morte do embrião na fase de eclosão do ovo); filhotes que não conseguem sair totalmente do ovo ou que nascem muito debilitados e fracos. (Observação: não existe casca de ovo muito dura, como dizem os criadores, considerada a causa de morte de filhotes, o problema está na falta de saúde do filhote em quebrar a casca e nascer).</li>
<li style="text-align: justify;">Lesão no saco aéreo na primeira semana de vida, observada ao exame de necropsia do filhote ou do ovo com embrião morto.</li>
</ul>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #339966;"><strong>PREVENINDO DOENÇAS EM FILHOTES DE CANÁRIOS: </strong></span><strong>SALMONELOSE</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinônimos:</strong> Diarréia branca; “Doença da Pinta-preta”<br />
<strong>Agente causador:</strong> Salmonella ssp. Salmonella gallinarum (atinge especificamente aves), Salmonella typhimurium (freqüente em aves silvestres), S.pullorum, S.bareilly, S.anatum, S.enteritidis, S.thompson, S.orinienburg, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sintomas:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li style="text-align: justify;">Forma Aguda: diarréia severa de coloração variável entre a cor castanha a avermelhada; “diarréia branca”, que na verdade, é um excesso de uratos na urina (poliuria); febre; perda de peso; perda de apetite e sede; penas arrepiadas; aves emboladas, mancha roxa ou cor de vinho no abdômen (hepatomegalia), pinta preta no lado direito do abdômen dos filhotes com 1 semana de vida (hiperplasia da vesícula biliar); debilidade de filhotes; morte rápida.</li>
<li style="text-align: justify;">Forma Crônica: Artrites crônicas</li>
</ul>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #339966;"><strong>PREVENINDO DOENÇAS EM FILHOTES DE CANÁRIOS: </strong></span><strong>COCCIDIOSE</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agente causador:</strong> Coccidias (Eimeria e Isospora)<br />
<strong>Sintomas:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Forma subclínica: Aves que não apresentam sintomas, havendo dificuldade no diagnóstico.</li>
<li>Filhotes: Aves mais susceptíveis e frágeis desenvolvem os sintomas mais característicos da doença: mortalidade de filhotes em crescimento e os filhotes de primeira semana de vida, ainda nos ninhos; perda de peso podendo chegar até a síndrome do peito seco; perda da coloração das penas; doenças concomitantes; diarreia de ninho; diarreia amarela.</li>
<li>Fezes pastosas, ou com muco; diarreia desde amarelada até com estrias de sangue ou pretas (sangue digerido); alimento mal digerido nas fezes, acompanhado de perda de peso; aumento excessivo de apetite, sendo que algumas aves até dormem ou morrem no comedouro; apatia e prostração; penas arrepiadas; “fêmeas suadas” no ninho, causado pela umidade das fezes dos filhotes com diarreia; ninhos úmidos; cloaca dos filhotes suja; problemas de pele e de muda atrasada.</li>
</ul>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #339966;"><strong>PREVENINDO DOENÇAS EM FILHOTES DE CANÁRIOS: </strong></span><strong>MICOTOXICOSE</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Agente causador:</strong> toxinas oriundas do metabolismo dos fungos existentes nos alimentos, fungos estes principalmente do grupo Aspergillus ssp. As toxinas mais comuns nos alimentos são produzidas por: Aspergillus flavus (14 tipos de toxinas), Aspergillus ochracens (ocratoxina do tipo A e B); Fuzarium (produz grande número de toxinas, sendo as mais importantes a Zearalinona e a Trichothecena). São toxinas termoestáveis, ou seja, não são destruídas por nenhuma forma de calor, não existe antídotos contra elas, apenas adsorventes e inibidores para serem usados nos alimentos (ver texto abaixo). Estes fungos acometem qualquer tipo de sementes e cereais, e são destruídos pelo calor. Aquecendo as sementes, tostando ou deixando ao sol, podemos ter uma semente novamente sem fungo, mas as toxinas que já foram produzidas nunca serão destruídas. Estas toxinas são acumuladas no organismo da ave a cada ingestão de alimentos. Para sua desintoxicação, a ave demora 4 meses, pelo menos, para eliminar todas as micotoxinas e deixar os órgãos se regenerarem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sintomas: </strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Fatores de influência: Os sintomas dependem: do tipo de fungo; do tipo de toxina; da quantidade ingerida; do tempo de manutenção deste alimento contaminado na criação; das condições de manejo geral do plantel; da qualidade do balanceamento nutricional; do estado de saúde geral das aves; da fase da vida que a ave se encontra.</li>
<li>Filhotes: Diminui o ritmo de crescimento dos filhotes; mortalidade de filhotes no início da incubação; mortalidade de filhotes na primeira semana de vida; morte de jovens e adultos posteriormente aos filhotes. Inicialmente letargia; anorexia; redução do crescimento; penas arrepiadas e asas caídas. Posteriormente, ataxia motora; opistotonos e convulsões.</li>
<li>Geral: Hematomas por fragilidade capilar; morte em 24 horas em casos de grave contaminação; aumenta riscos de infecções secundárias. A micotoxina denominada ocratoxina causa mortalidade alta nas primeiras 24 horas, principalmente por causar lesões renais graves (fezes brancas grudadas na cloaca, a ave força a cauda para baixo, como para limpar a cloaca). A micotoxina F2 produzida pelo Fuzarium, causa queda na postura. A mortalidade pode variar, porém dentro de padrões altos.</li>
</ul>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #008000;"><strong>PREVENINDO DOENÇAS EM FILHOTES DE CANÁRIOS:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PREVENÇÃO E TRATAMENTO DESTAS DOENÇAS:</strong></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Prevenindo Doenças em filhotes de canários: O filhote hidratado revigora-se após as fases de debilidade, doença, susto ou choque térmico; consegue restabelecer as defesas orgânicas durante períodos de mudanças bruscas de temperatura, doenças gastro-intestinais, durante e após o tratamento de doenças infecciosas e após uso de antibióticos. Use o soro antistress e soro de torneio Hidrafort na dose de 1 grama em 50ml de água até 10 dias.</li>
<li style="text-align: justify;">A coccidiose é uma grande causa da morte de filhotes de primeira semana de vida e filhotes no desmame (usamos em nosso criatório o <a href="https://www.mundodoscanarios.com.br/saude-e-tratamento/vitaminas-e-suplementos/coccinon-vitasol-pote-com-21-capsulas-14-7g.html?___SID=U" target="_blank">Coccinon Vitasol</a> na dose de 20g por litro durante 20 dias, podendo ser usado de forma contínua, e dose de 40 a 60 gramas por litro apenas 4 dias para tratamento.</li>
<li style="text-align: justify;">O <a href="https://www.mundodoscanarios.com.br/saude-e-tratamento/vitaminas-e-suplementos/nalyt-baby-10gr.html?___SID=U" target="_blank">Nalyt Baby</a> é usado no desmame e na primeira semana de vida. Indicamos a realização de exames de fezes no período de muda e na pré-reprodução. Estes produtos são agregados a papinha <a href="https://www.mundodoscanarios.com.br/racao-para-canarios-passaros/papa-para-filhotes/papinha-para-filhotes-energet-plus-com-nalyt-baby-80g.html" target="_blank">Energet Plus</a>.</li>
<li style="text-align: justify;">Probióticos promovem modulação da flora intestinal das aves, e controle da proliferação de bactérias e leveduras patogênicas, que provocam quadros de diarreia. Previne a diarreia de ninho, auxilia na redução da “pinta preta” e na retenção do saco da gema nos filhotes. O uso deve ser anterior ao nascimento dos filhotes pois, prepara a flora do trato digestivo dos pais antes do nascimento dos filhotes, para que estes já recebam alimento com a flora microbiana saudável (ProbLac Plus).</li>
<li style="text-align: justify;">Os ácidos orgânicos incrementam a eficácia alimentar; auxiliam na manutenção da criação nos períodos de stress, estimulam o sistema imunológico, auxiliam nas respostas vacinais, favorecem a conversão alimentar. Prevent é indicado e promove o controle da flora intestinal, diminuindo diarreia, controlam o crescimento de fungo e bactérias dos alimentos; e agem na prevenção e controle da Salmonelose e Colibacilose dos filhotes.</li>
<li style="text-align: justify;">As lesões de patas, a pinta Preta ou Salmonelose e a Colibacilose tem respondido bem a antibióticos de largo espectro e suplementação nutricional, respectivamente Ampicilon (dose de 20 gramas em 1 litro de água 7 dias) e o Rovital-C (dose de 5 gramas em 1 litro 5 a 7 dias seguidos e manutenção 2 vezes por semana na água de bebida dos filhotes e adultos).</li>
</ul>
<p><em><strong>Fonte:</strong></em></p>
<p><em><strong>Stella Maris Benez Médica </strong></em><br />
<em><strong>Veterinária Homeopata </strong></em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br/prevenindo-doencas-em-filhotes-de-canarios/">Prevenindo Doenças em Filhotes de Canários</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br">Canários Belga - Criação, Reprodução, Alimentação, Doenças, Dicas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.canariosbelga.com.br/prevenindo-doencas-em-filhotes-de-canarios/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ácaros de Traqueia em Canários, o que fazer?</title>
		<link>https://www.canariosbelga.com.br/acaro-de-traqueia-em-canarios-o-que-fazer/</link>
					<comments>https://www.canariosbelga.com.br/acaro-de-traqueia-em-canarios-o-que-fazer/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mundo dos canarios]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2014 03:31:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças em Canários]]></category>
		<category><![CDATA[ácaro da asma-fole-de canário]]></category>
		<category><![CDATA[ácaros]]></category>
		<category><![CDATA[Ácaros de Traqueia]]></category>
		<category><![CDATA[Allax]]></category>
		<category><![CDATA[aparelho digestivo]]></category>
		<category><![CDATA[canário belga]]></category>
		<category><![CDATA[Canário Doente]]></category>
		<category><![CDATA[Canários]]></category>
		<category><![CDATA[CantoLindo Vias Aéreas]]></category>
		<category><![CDATA[loja virtual]]></category>
		<category><![CDATA[mundo dos canários]]></category>
		<category><![CDATA[Problemas Respiratórios]]></category>
		<category><![CDATA[Produtos para Canários]]></category>
		<category><![CDATA[Remédio Rouquidão]]></category>
		<category><![CDATA[Respiração Ofegante]]></category>
		<category><![CDATA[vias respiratórias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.canariosbelga.com.br/?p=1422</guid>

					<description><![CDATA[<p>ÁCAROS DE TRAQUEIA As aves são hospedeiras de uma rica diversidade de ácaros que infestam penas, pele, vias respiratórias e ninhos. Muitas espécies são hematófagas atuando como vetores de vários patógenos como protozoários, bactérias e vírus deixando as aves susceptíveis a infecções secundárias, podendo levá-las a morte, principalmente se estiver [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br/acaro-de-traqueia-em-canarios-o-que-fazer/">Ácaros de Traqueia em Canários, o que fazer?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br">Canários Belga - Criação, Reprodução, Alimentação, Doenças, Dicas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;">ÁCAROS DE TRAQUEIA</h2>
<p style="text-align: justify;">As aves são hospedeiras de uma rica diversidade de ácaros que infestam penas, pele, vias respiratórias e ninhos. Muitas espécies são hematófagas atuando como vetores de vários patógenos como protozoários, bactérias e vírus deixando as aves susceptíveis a infecções secundárias, podendo levá-las a morte, principalmente se estiver com ácaros de traqueia.</p>
<p style="text-align: justify;">O Sternostoma tracheacolum, também conhecido como ácaros de traqueia ou ácaro da asma-fole-de canário, é um ácaro que acomete várias espécies de pássaros, sendo um dos responsáveis por muitas dores de cabeça e desgosto de criadores e amadores que criam aves de gaiola ou ornamental.</p>
<p style="text-align: justify;">Este ácaro é facilmente observável, pois o seu aparelho digestivo possui coloração escura (pela presença de sangue do qual se alimenta). O parasita desenvolve-se principalmente na boca afetando vias aéreas, com o tempo os ácaros migra para a traqueia, o que torna a situação mais grave. Acomete também os sacos aéreos, brônquios e parênquima pulmonar.</p>
<p style="text-align: justify;">A transmissão de ácaros de traqueia ocorre principalmente em ninhos onde há regurgitação das aves durante o trato dos filhotes. Os adultos geralmente se contaminam através de água contaminada, alimentos, correntes de ar mal distribuídas ou mesmo espirro de aves doentes, também ocorre transmissão em exposições, torneios através da introdução de novas aves no criatório, ou a partir do contato com pássaros livres que tenham acesso as gaiolas.</p>
<p style="text-align: justify;">Aves afetadas por ácaros de traqueia apresentam incomodo e começam a esfregar o bico nos poleiros e grades, deixam de cantar, mas comem e bebem água normalmente. Quando os ácaros migram para a traqueia a ave manifesta um mal estar permanente por dificuldades respiratórias, dorme embolada, passa a comer menos que o normal e suas fezes tornam-se líquidas e esbranquiçadas. Ao atingir os pulmões, pode-se ouvir um ruído semelhante a um assovio, principalmente à noite. A ave respira com muita dificuldade, mantém o bico aberto e apresenta tosse. Em alguns casos, pode esfregar a região da traqueia nos poleiros, podendo ocasionar queda de penas nesta região. Como a ave apresenta dificuldade em alimentar-se, a mesma tende a ficar debilitada facilitando o aparecimento de doenças oportunistas, o que contribui para o agravamento de seu estado de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o Sternostoma tracheacolum é um ácaro escuro e pequeno o diagnóstico é feito a partir da trans-iluminação da traqueia, este teste consiste em, num ambiente escuro, incidir uma fonte de luz no pescoço da ave. Com isso, podem-se observar pequenos pontos negros, correspondentes ao aparelho digestivo do ácaro, dispersos ao longo da traqueia do animal.</p>
<p style="text-align: justify;">Laboratorialmente, os ácaros podem ser vistos através de exame de fezes ou necropsia, onde os ácaros são vistos em sacos aéreos, pulmões e traqueia. O diagnóstico é presuntivo nos sintomas, epidemiologia e resposta ao tratamento. Assim que os sinais clínicos de ácaros de traqueia começarem a aparecer, as aves devem ser isoladas do plantel imediatamente.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento a base de ivermectina associado a polivitaminicos tem demonstrado resultados satisfatórios, lembrando sempre que, a dosagem e o modo de administração devem ser prescritos pelo médico veterinário, pois a ivermectina é um produto tóxico, forte e quando mal utilizado pode esterilizar as aves ou até mesmo causar sua morte.</p>
<p style="text-align: justify;">As formas de se evitar este transtorno em nossos plantéis devem incluir quarentena de novas aves, e de aves que participaram de torneios e ou exposições, um bom manejo higiênico no criadouro, limpando e desinfetando os viveiros com certa regularidade, deve-se ainda desinfetar os ninhos e viveiros depois de cada criação, utilizar comedouros fechados de modo que as aves não defequem em sua comida, proporcionar boa ventilação e renovação do ar, mas sem correntes de ar passando diretamente pelas gaiolas, pois, essas correntes podem carrear ácaros e outros agentes infecciosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Evitar o contato com outros tipos de aves, como galinhas, pombos, pardais, entre outros. Além das medidas de higiene e manejo, podemos adotar como medida preventiva a administração de quatro a cinco gotas de vinagre na água do banho, ajudando a manter nossas aves afastadas destes ácaros.</p>
<p style="text-align: justify;">É de extrema importância termos cuidado com a sanidade e manejo dos nossos criadouros, pois descuidos com manejo e higiene pode determinar o sucesso da criação. Aconselhamos aos criadores que sempre procurem orientação de um médico veterinário, pois a utilização de medicamentos errados pode ocasionar grandes prejuízos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Dra. Roberta Pivesso Mazola</strong></em><br />
<em><strong> Dra. Tais Cremasco Donato</strong></em><br />
<em><strong> Médicas Veterinárias Residentes do Laboratório de Ornitopatologia &#8211; UNESP/Botucatu</strong></em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br/acaro-de-traqueia-em-canarios-o-que-fazer/">Ácaros de Traqueia em Canários, o que fazer?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.canariosbelga.com.br">Canários Belga - Criação, Reprodução, Alimentação, Doenças, Dicas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.canariosbelga.com.br/acaro-de-traqueia-em-canarios-o-que-fazer/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>61</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
